A Amortalhada

O preço original era: 13,80 €.O preço atual é: 11,00 €.

“María Luisa Bombal foi a primeira voz literária chilena que me tocou profundamente. Ler ‘A Amortalhada’ foi uma revelação: percebi que a literatura podia ser mágica, poética e focar-se totalmente no mundo secreto das mulheres. Ela quebrou barreiras muito antes de qualquer outra pessoa.”(Isabel Allende)

Publicada em 1938 pela mão de Victoria Ocampo, “A Amortalhada” foi a raiz, obsessiva e implacável, precursora do Realismo Mágico, a obra que escancarou as portas do futuro boom latino-americano…

A breve novela onírica de María Luisa Bombal destaca-se por colocar a subjectividade feminina no centro da narrativa, explorando temas tabus para a época como a frustração conjugal, a opressão social das mulheres, a liberdade sexual e o erotismo. O seu estilo funde harmoniosamente a realidade e o sonho, explorando o confronto entre a condição mortal e o sobrenatural através de uma prosa profundamente poética, lírica e musical.

Ana María está morta, estendida no seu leito de despedida e envolta na rigidez da sua mortalha. Mas, enquanto o seu corpo arrefece e o mundo ao redor é um coro de murmúrios, os seus olhos abrem-se para uma última e lúcida vigília.

“Livro de triste magia, deliberadamente suranée, livro de oculta organização eficaz, livro que a nossa América não esquecerá”. Jorge Luis Borges

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María Luisa Bombal (1910–1980). Mais do que os três tiros que se malograram no corpo do grande amor da sua vida, o verdadeiro incêndio de Bombal guardava-se para o embate que travou com a Literatura — única conta que nos cabe aqui desfiar. Aí, a sua pontaria foi implacável e nunca falhou o alvo: feriu de morte a banalidade do amor e da existência, acertando no imo de cada palavra que consagrou ao papel, com o mesmo fulgor com que cingiu o indizível, num sudário de silêncio, às palavras que preferiu calar.

Nascida em Viña del Mar, Chile, mudou-se para Paris na adolescência após a morte do pai. Formou-se em Literatura na prestigiada Universidade da Sorbonne. A educação francesa colocou-a em contacto directo com o movimento surrealista e a vanguarda europeia, o que moldou profundamente o seu estilo narrativo abstracto e lírico.

Ao regressar à América do Sul, integrou os círculos intelectuais mais importantes do continente. Viveu em Buenos Aires na casa do poeta Pablo Neruda, que a incentivou a escrever e a apelidava de “abelha de fogo”. Tornou-se amiga íntima de Jorge Luis Borges e colaborou com a icónica revista literária Sur.

A Amortalhada saiu a lume em 1938… décadas antes da ascensão das vanguardas feministas e da estética do realismo mágico, revelando-se como uma obra profundamente iconoclasta e à frente da sua época.

TÍTULO

A Amortalhada

AUTORA

María Luisa Bombal

TRADUÇÃO

Júlio do Carmo Gomes

REVISÃO

Macabéa d’Oliveira

ILUSTRAÇÕES ORIGINAIS/CAPA

Salomé Marek Gomes

DESIGN DE CAPA E PAGINAÇÃO

Bruno Inácio

PÁGINAS

100

FORMATO

12 x 16,80